Minha foto
Cruz Alta, RS, Brazil
Lugar das coisas que dançam na minha cabeça (e no meu coração)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Instintos de Arquiteta (1)

Porque a cadeira parece inclinada não significa que você vai cair dela! Simples assim! INspirada na chair 9.5º by B. Fex

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Inspirada por Ruy Barbosa

Talvez eu não entenda nada de política ou talvez 'o sangue que corre em minhas veias, de meus antepassados' que permearam pela Prefeitura e Câmara de Vereadores de Cruz Alta num passado nem tão distante, estejam gritando aos meus ouvidos e isto está começando a ficar tão 'impregnado' em minhas entranhas que é preciso torná-los palavras. Continuo deixando claro que é uma opinião pessoal de uma eleitora brasileira que está cansada de ouvir discursos efusivos e com palavras bonitas, cheio de projetos e com aquele característico "gesto do pulso firme e fechado", de fotos abraçados com 'companheiros' políticos como se por algum tipo de transmissão de pensamento, osmose ou outro tipo de troca o ato de 'encostar' naquele político já consagrado fosse sinônimo de que assim como ele 'poderei ser teu representante ''perfeito". Alguns 'políticos' parecem ser 'figurinhas montadas', volto a comentar que, como 'pessoa' das artes que sou, analiso: alguns gestos parecem ser ensaiados, discursos que mais parecem roteiros, ações que devem ser uma tentativa de 'esquetes teatrais', até as pôses nas fotos são arquitetadas para que um bom ângulo seja conseguido... Por favor basta, de nesta história permanecermos sendo os palhaços! Eu acredito em pessoas, pessoas que não fazem da 'política' uma carreira, que em meu ponto de vista nunca deveria ser. É preciso estar preparado, sim. Conhecer a realidade da comunidade, sim. Mas não fazer 'disso' um objetivo de vida. Acredito em pessoas que fazem a diferença e se fazem notar sem precisar chamar atenção para isso. O BEM não precisa gritar para APARECER, o Bem acontece, muitas vezes no silêncio, nos pequenos gestos que viram grandes ações. N-E-C-E-S-S-I-T-A-M-O-S de pessoas do BEM fazendo política, de pessoas que trabalham, que cumprem horário, que sabem o que é ter que 'equacionar' um salário e fazer 'milagre' todos os meses para pagar honrosamente suas contas. Quem sabe são estas as pessoas que vão saber fazer milagre e mudar o rumo da política em nossa cidade. Mas isso são apenas as minhas ideias, quem sabe, poucos pensem semelhante a mim ou, talvez não. Concluo com as palavras de Ruy Barbosa. " Se cada um de vós meter bem a mão na consciência, certo que tremerá da perspectiva. O tremer próprio é, dos que se defrontam com as grandes vocações e são talhados para as desempenhar. O tremer, mas não 'descorçoar'. O tremer com o ousar, com o empreender, com o confiar. Confiai, senhores. Ousai. Reagi. E haveis de ser bem sucedidos. Deus, Pátria e trabalho. Metei o regaço essas três fés, esses três amores. E segui, com o coração puro."

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Verão em Nova York

Hoje acordei de 'cara' para o calendário e ainda na nostalgia do tempo que passa como um furacão, olhei para o sol pela janela e por alguns segundos 'me senti no verão' e de pronto veio na memória o único verão que eu passei num mês de julho, pulei da cama direto para 'minhas lembranças'. Segundo meu 'álbum de lembranças' - que não se compara a 'caixa organizada' de lembranças da Thielli - exatamente na hora que acordei estávamos dizendo 'hello' para Estátua da Liberdade, num Circle Line a extatos 15 anos...
Então hoje estou debutando, quinze anos sem Nova York. Talvez para quem não a conheça isto pareça ser um post fútil, mas sinceramente, na minha opinião, ninguém volta de NY do mesmo jeito que foi. Aqui em casa já é fato, 'quando a gente ficar milionário' (talvez nesta encarnação não seja possível)quero um apartamento bem de frente ao Central Park, pode ser no Dakota, bem de esquina, o chato é que ainda tem gente que tira foto na frente dele (onde morou John Lennon - hoje dia Internacional do Rock 13 de julho, casualmente),é, ali não, muito movimentado (como se algum lugar não fosse em NY) poderia ser então no SoHo - minha paixão a primeira vista.
O fato é que o tempo passa e as lembranças são a única coisa que nos restam, então, 'bora lá' fazer mais lembranças, afinal, o que você vai contar aos seus netos? Eu, se Deus me permitir, vou contar sobre meus verões em Nova York, sim, no plural porque eu 'ainda ei' de voltar!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Para um 12 de Junho

´Há algum tempo vi esta foto no álbum da Carmela Brunelli, adorei. Não sei quem é este casal, talvez nem ela saiba, não sei onde estão, talvez ela saiba..." A primeira vista parecem cansados, contemplativos, emburrados, indiferentes. Típico casal que praticamente já não tem mais nada pra 'se falar', nem mesmo um olhar a trocar... Mas se olharmos com outros olhos... o que é um 'relacionamento de anos'? 10, 20, 30, 40 anos juntos? Talvez um dia eu saiba, por enquanto falo dos meus 16 anos de relacionamento, sério, estável... Achei a cena linda! Prática. Cada um com seu espaço, olhando para o seu horizonte, sem ter que olhar para onde o outro quer, cada um no seu silêncio, na sua contemplação, sem a intenção do outro, porém, linda e alternativa maneira de descanso para as costas, os dois parecem confortáveis e seguros... Vejo aí Gustavo e eu... Não obrigamos um a olhar no mesmo sentido do outro, mantemos nosso espaço pessoal e intransferível, cada um voltado para o seu horizonte. Temos um espaço de silêncio, respeitamos a visão do outro sem interferir (muito) ao mesmo tempo que somos o APOIO um do outro... Sinceramente isto basta. Não digo que não existam outros sentimentos, adjetivos e atitudes mais 'calientes' a serem reportadas, mas estes prefiro não relacionar neste post, pois concordamos que um 'casal' não precisa de provas públicas e explícitas de paixão. Cada um tem a receita do seu relacionamento, o nosso é assim, bem apoiado!

domingo, 3 de junho de 2012

NEODANÇA

Depois de um tempo de OPC (ócio pré-criativo) um resultado surpeendente de anos 'latente' em meu ser. Você ainda vai ouvir falar nisso! E pode procurar no Google, não vai encontrar nada lá. Pode procurar aqui dentro da minha cabeça...os que dividem suas vidas com a minha vida, bem-vindos a minha dança! Antecendente a alguma mudança sempre há um período de observação, de incubação, de gestação e assim não foi diferente, até as dúvidas percorrerem todos meus espaços, uma inquietação, até do grande caos interior surgir a realização. O que vinha percebendo já há algum tempo eram os rumos com os quais a 'arte da dança' de maneira bem generalizada vem tomando. Rumos desatrosos se levados a um ângulo mais sério ou pelo lado mais amplo e otimista simplesmente evolução. A observação de uma dança que já não mais se define. Poderia citar inúmeras razões... Uma dança urbana que revela elementos contemporâneos. Uma determinada coreografia de 'jazz dance' quando o que se vê são passos ritmados sim, mas que pouco lembram as origens da técnica. Enfim sejamos francos, estamos cada vez mais imbuídos em nossas entranhas por muitas informações, é inquestionável que estamos nos modificando enquanto professores, bailarinos, coreógrafos, que estamos nos deixando levar por esta fusão de movimentos e linhas, pois estamos 'ligados' em um momento histórico onde o excesso de informações pode trabalhar a nosso favor se soubermos estar abertos a isso. ... Um fator determinante a esta minha 're-evolução' é o fato de minha filha de cinco anos de idade voltar-se para mim em meio a um exercício na barra em sua aula de ballet e dizer: "Mãe, chega, eu quero dançar solta". Ora solta; ela quer ser livre, assim como eu fui. As mais remotas lembranças de minha vida são ligadas a movimentos e música, dançava em casa, fazia apresentações sem saber que aquilo eram coreografias, dançava com a alma. Iniciei 'tarde' na dança acadêmica, próxima dos oito anos procurei uma escola de dança. Tarde visto que hoje as salas de aulas de baby-class estão cheias de bailarinas aos três anos de idade. ... Da observação analítica até a profunda pesquisa, por onde passei a buscar - na Biodança, na Dança Contemporânea e em suas mais variadas linhas e conceitos, no Contato Improvisação, em métodos e técnicas como: Pilates, Alexander e Feldenkrais, na antropologia cultural da dança primitiva, seus rituais e celebrações, no re-estudo da Psicomotricidade, dos estágio do desenvolvimento motor da criança e na próprio memória do meu corpo - respostas para as idagações da minha mente. Com a necessidade sempre atual de se 'criar' rótulos e 'tentar' explicar tudo que acontece surge o nome, o conceito, NEODANÇA que pura e simplesmente é uma manifestação da evolução da dança atual livre de paradigmas e estigmas. Partindo de que, a respiração é o primeiro dos movimentos até aos mais refinados passos do ballet clássico, da dança contemporânea e dança teatro, do jazz, das danças urbanas, dos esportes, uma fusão resulta no 'imprevisto'. Num primeiro momento os bailarinos fazem um estudo do corpo-espaço como um exercício de ampliação de sua prórpia identidade na composição do que será apresentado sem que existam coreografias determinadas, os movimentos são baseados pelo repertório motor de cada bailarino e sua linha de movimentos. Ressaltando que o resultado não deve ser apenas um trabalho de improvisação, mas um constante exercício de auto-conhecimento onde cada ação é composta por: pensamento, sentimento, sensação, movimento. Sendo que o grau de participação de cada um destes elementos varia dependendo do momento e de quem os executa. A NEODANÇA pode surgir como um método de pesquisa do movimento espontâneo para estruturação de futuras coreografias sem a 'assinatura' do repertório motor de um só coreógrafo. É a liberdade de expressão para o bailarino-maduro-seguro ou para criança que livre dos conceitos estabelecidos sobre a dança usa o movimento com a intenção de expressar simplesmente nada. Porque nem tudo, seja na vida ou na dança, precisa ter sentido, não precisa ser entendido, pode ser apenas observado, pode ser apenas admirado, pode... por fim, desencadear reações inesperadas. Um segundo, e não menos importante princípio da NEODANÇA é o de apresentar performances que venham ocupar espaços abertos e alternativos, dissolvendo a barreira imaginária entre palco e público. Não existe público e bailarinos, existem pessoas e seus movimentos... O não-público também é possível. Levar a dança até aqueles que não a apreciam ou não fazem parte de seu cotidiano, ao ponto de que ao observar as demais pessoas e suas reações o bailarino passa a relacionar-se ou não com elas. Não existem regras, existe arte em movimento em qualquer lugar. Não há a intenção de criar um vocabulário, nem tão pouco a de agradar a todos, visto que isto é uma opinião pessoal. Mesmo porque, enquanto educadora, professora e proprietária de uma escola de dança, mantenho as turmas e modalidades de dança seguindo suas técnicas e métodos específicos, porém, enquanto pesquisadora, estimulo a NEODANÇA como um processo-identidade que vem acontecendo dentro do meu trabalho e que pode, em um futuro próximo ampliar os horizontes de nosso ofício trazendo para vida, uma dança livre de 'amarras'. por Aline Bucco em 02/06/2012